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NR-1 e riscos psicossociais: da escuta da equipe ao plano de ação

Entenda o cenário atual da norma e por que gestão de pessoas, liderança e organização do trabalho precisam caminhar juntas.

Cuidar das pessoas também envolve olhar para a maneira como o trabalho acontece. Como as demandas são distribuídas? Os profissionais têm clareza sobre suas responsabilidades? Existe espaço para conversar sobre dificuldades e corrigir problemas?

Essas perguntas ajudam a aproximar a gestão de pessoas da prevenção dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, expressamente incluídos no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais pela atualização da NR-1. A nova redação do capítulo 1.5 entrou em vigor em 26 de maio de 2026.

O que são fatores de risco psicossociais?

São fatores relacionados às condições, à organização e à gestão do trabalho que podem prejudicar a saúde dos trabalhadores. Sobrecarga, assédio, falta de apoio e baixa autonomia são exemplos que precisam ser avaliados conforme a realidade de cada empresa.

O foco dessa avaliação está nas condições em que as atividades são realizadas. Não se trata de investigar a vida pessoal dos profissionais nem de fazer um diagnóstico clínico individual de saúde mental.

O que está valendo em outubro de 2026?

É necessário distinguir a vigência da norma da aplicação de determinadas penalidades.

Em 24 de setembro de 2026, o STF prorrogou por mais 90 dias a suspensão de multas e outras sanções ligadas aos dispositivos sobre fatores de risco psicossociais discutidos na ADPF 1316.

Na atualização divulgada em 14 de outubro, o Tribunal informou que a tramitação das ADPFs 1316, 1333 e 1340 ficaria suspensa por 60 dias, permitindo o aprofundamento técnico da discussão na Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios, vinculada à AGU.

Esse prazo se refere à tramitação das ações. Não representa uma suspensão geral da NR-1 nem uma dispensa das medidas de prevenção. Como o processo segue em andamento, o cenário das sanções exige acompanhamento.

Um questionário não encerra o diagnóstico

Pesquisas podem ajudar a ouvir os trabalhadores, mas aplicar um formulário, sozinho, não comprova o gerenciamento dos riscos.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, quando utilizados, os questionários precisam ter seus resultados analisados tecnicamente e integrados à Avaliação Ergonômica Preliminar — AEP — e/ou ao inventário de riscos. Também não existe um questionário oficial único e obrigatório para todas as empresas.

Na prática, isso significa conectar a escuta ao que acontece na operação. Se a equipe relata sobrecarga, por exemplo, é preciso compreender as demandas, os recursos disponíveis e a distribuição das atividades para orientar as medidas de melhoria.

O diagnóstico precisa orientar ações

Após identificar e avaliar os riscos, a empresa precisa organizar medidas compatíveis com os problemas encontrados. O plano de ação deve estabelecer cronograma, responsáveis e formas de acompanhar os resultados.

Conforme a situação avaliada, as intervenções podem envolver revisão de prioridades, redistribuição de demandas, pausas adequadas e melhorias na organização do trabalho. A participação dos trabalhadores também contribui para verificar se as mudanças foram implementadas e estão funcionando.

Empresas menores também precisam observar suas responsabilidades. O MTE esclarece que a dispensa do PGR, quando aplicável a microempresas e empresas de pequeno porte de graus de risco 1 e 2, não elimina a necessidade da AEP para evidenciar a gestão dos riscos ergonômicos, incluindo os psicossociais relacionados ao trabalho.

Como a Liga Mais contribui nesse processo

A Liga Mais Negócios atua na estruturação do RH, na pesquisa de clima com leitura dos resultados e no planejamento de ações de desenvolvimento humano. Esse trabalho ajuda a empresa a compreender sua realidade e transformar informações em prioridades de gestão.

Com programas de desenvolvimento de lideranças, mentoria e treinamento, a Liga também apoia gestores na evolução de competências para orientar equipes, conduzir feedbacks e enfrentar os desafios da rotina.

Essas frentes podem contribuir para as ações organizacionais de prevenção, em articulação com os responsáveis técnicos pela avaliação dos riscos e pela documentação de Saúde e Segurança do Trabalho. A responsabilidade pelo gerenciamento permanece com a empresa, que deve contar com conhecimento técnico adequado ao seu contexto.

Sua empresa já transforma a escuta das pessoas em decisões de gestão? Converse com a Liga Mais Negócios e conheça nossas soluções em RH Estratégico e Desenvolvimento de Lideranças.

Da leitura à prática

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